Categoria: Media

SJ apreensivo com encerramento da Redação de “A Bola” no Porto

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) está profundamente preocupado com os processos de lay-off que foram decretados pela Sociedade Vicra Desportiva (proprietária do Jornal A Bola, da revista Auto Foco e do site abola.pt) e Sociedade Vicra Comunicações (dona do canal A Bola TV). No caso de A Bola, causa-nos particular apreensão o facto de a redação no Porto ter sido encerrada, já que passam a estar em lay-off todos os jornalistas (escrita, fotografia e televisão), bem como todos os outros profissionais. São 23 as pessoas afetadas. Os associados do SJ na redação de A Bola no Porto, transmitiram preocupação pelo que consideram ser o “inequívoco” critério geográfico assumido na opção do lay-off, entendendo-a como um sinal preocupante para o futuro. A mesma apreensão está a ser vivida pela totalidade dos repórteres fotográficos de A Bola e também pelos redatores da revista Auto Foco. O SJ manifesta-se solidário com todos os trabalhadores de A Bola, nomeadamente os que passam a estar… ler mais

Comissária Europeia admite apoios a jornalistas

A vice-presidente da Comissão Europeia, Věra Jourová, garantiu que a Comissão não se oporá à concessão de auxílios económicos aos media e instou todas as organizações de jornalistas nacionais a pressionarem os respetivos governos para obterem apoios estatais específicos. A Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) reuniu-se, online, com a vice-presidente da Comissão Europeia, com a pasta dos Valores e da Transparência, com o objetivo de discutir soluções para a crise dos media, agravada pela pandemia da covid-19. A FEJ defendeu que é urgente o lançamento de planos de recuperação do setor em cada um dos Estados-membros. São precisas medidas direcionadas de apoio económico aos media, pilar essencial da democracia.  Tais medidas devem incluir: o aumento do financiamento nacional para os órgãos de comunicação públicos; apoio financeiro direto às redações; empréstimos diferidos ou sem juros; créditos tributários sobre os salários dos funcionários das redações; créditos para assinaturas pagas e aumento da publicidade de serviços públicos da União Europeia (UE) ou dos governos. Entende a FEJ que… ler mais

SJ apela às autoridades para investigarem pirataria de jornais e revistas

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) denuncia, e apela às autoridades competentes para que investiguem, a circulação de edições de jornais e revistas portugueses em PDF, totalmente gratuitas. A existência destas publicações é a condenação à morte do jornalismo como serviço público. As dificuldades financeiras da comunicação social agudizaram-se com a crise desencadeada pela pandemia de covid-19.  O risco de este setor colapsar existe e a prová-lo estão os apelos feitos recentemente ao Governo para assumir medidas de apoio aos media, lançados quer pelo SJ, quer pela Plataforma dos Media Privados e pela Associação Portuguesa de Imprensa, que agregam vários órgãos de comunicação social. Fomentar e preservar um jornalismo responsável e de qualidade custa dinheiro, mas deve ser uma prioridade de todos, incluindo dos cidadãos, porque é a comunicação social que, sobretudo em tempos de crise, se mantém vigilante e atenta ao cumprimento dos valores democráticos. A preocupação face a este tipo de partilhas levou também os diretores dos jornais a lançarem um apelo conjunto em defesa… ler mais

SJ saúda iniciativa dos Açores para apoiar comunicação social privada

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) saúda a iniciativa do Governo Regional dos Açores de apoiar os órgãos de comunicação social privada “no valor de 90% da retribuição mínima mensal regional, por trabalhador, com contrato de trabalho, por mês”. O “apoio excecional” será prestado durante os meses de abril e maio, “para garantir o funcionamento, em termos de recursos humanos, das respetivas redações, comprometendo-se a entidade a não reduzir o seu nível de emprego, sob pena de ter de devolver o apoio concedido”. O Governo Regional aprovou a medida como “fundamental para garantir que os órgãos de comunicação social privados com sede nos Açores têm condições para, através da manutenção do nível de emprego nas respetivas redações, continuar a garantir a difusão de noticias, informações e campanhas de sensibilização que permitam à população açoriana estar devidamente informada sobre a evolução da pandemia, bem como sobre os procedimentos de segurança e de preservação da saúde pública para os quais todos devem contribuir”.

SJ denuncia obstáculos ao jornalismo

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) tem recebido, nos últimos dias, várias denúncias de jornalistas de todo o país, que estão a ser impedidos de fazer o seu trabalho, por falta de colaboração das entidades oficiais. Com a ativação dos planos municipais de emergência e proteção civil, muitos presidentes de câmara assumiram o comando das operações, numa lógica de vedar a informação, ou, nalguns casos, de escolher os jornalistas a quem facultam dados, numa violação clara da lei e do direito à informação. Em Pombal, o presidente da câmara decidiu fazer um briefing diário com os órgãos locais, escolhendo apenas três jornalistas para as ‘entrevistas’ (como lhes chamou) – gravadas em vídeo e só mais tarde partilhadas com os restantes órgãos de informação locais e regionais. Entretanto, depois de alertado para a ilegalidade da decisão, acabou por convocar todos os jornalistas dos órgãos regionais e nacionais para conferências de imprensa via skype. Em Ourém, quando confrontado pelos jornalistas com a necessidade… ler mais

SJ pede apoio de emergência à comunicação social

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) apela ao Governo que aprove, o quanto antes, um pacote de apoios à comunicação social, sob pena de o setor colapsar, no quadro do atual contexto de epidemia. Confrontados com uma pandemia que terá um brutal impacto económico, importa assegurar, mais do que nunca, a preservação do jornalismo, um dos pilares da democracia. Nesse sentido, o SJ saúda a decisão do Governo de autorizar que os quiosques de venda se mantenham abertos. O jornalismo, e o que ele produz, são um bem de interesse público, cuja circulação não deve, em caso algum, ser interrompida. Manter redações com um número de profissionais razoável e dotadas de meios técnicos é fundamental para que os jornalistas possam continuar a desempenhar o seu papel, contribuindo para o esclarecimento da população com uma informação credível e responsável.  Sem o trabalho dos órgãos de comunicação social e sem o esforço de muitos jornalistas, que aceitaram correr riscos para continuar a informar… ler mais

Fotojornalistas dão visibilidade à crise causada pela Covid-19

  O Sindicato dos Jornalistas (SJ) saúda a iniciativa de um grupo de fotojornalistas portugueses de ir publicando imagens, numa conta de Instagram, que mostram o quotidiano em tempos de crise causada pelo coronavírus. Esta (https://www.instagram.com/everydaycovid/) foi a resposta de dezenas de fotojornalistas ao facto de a maioria dos órgãos de comunicação social portugueses estar a deixar de registar em imagens, progressivamente, o que se passa no país. Essa opção deve-se, em parte, ao receio legítimo de enviar repórteres fotográficos para a rua. Mas a responsabilidade jornalística não pode ser confinada ao isolamento, sob pena de serem ocultadas as imagens do que se passa no quotidiano, nomeadamente no que respeita ao momento de pandemia que estamos a viver. A falta de cobertura informativa é um perigo para a democracia e, por isso, os fotojornalistas desempenham um papel fundamental na captação e na exposição visível dos acontecimentos diários. Num contexto em que um terço dos jornalistas portugueses não tem vínculo laboral,… ler mais

Cobertura do coronavírus: dicas para Jornalistas

A escalada do coronavírus representa um desafio acrescido para os jornalistas. Deles depende uma das mais importantes armas contra a Covid-19: informação rigorosa. Mas isso também os transforma em profissionais de risco, tendo de lidar com doentes e técnicos que possam estar em perigo de contágio. Pelas funções que exercem, muitos jornalistas não podem refugiar-se em casa. Por ser uma ameaça com proporções novas e gravosas, as questões éticas relacionadas com a cobertura da pandemia revestem-se de especial importância. Para ajudar a responder aos novos desafios trazidos por uma doença contagiosa e potencialmente mortal, várias organizações internacionais têm vindo a disponibilizar informação que possa ser útil aos próprios jornalistas: desde dicas sobre a melhor forma de trabalhar à distância sem deixar de reportar sobre o essencial, até a segurança dos jornalistas na cobertura do tema ou a melhor forma de organizar as equipas de redação. Encontram aqui os links para alguns desses sites e acontecimentos dirigidos aos jornalistas: Webinar do… ler mais

O jornalismo faz-se com perguntas, mesmo em tempos de crise

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) destaca que, mesmo em tempos de crise, é imperioso assegurar a liberdade de imprensa e o direito à informação, fundamentais em democracia. Numa altura em que as diferentes instituições e vários responsáveis políticos e sanitários estão já, e bem, a adotar mudanças na forma como comunicam a informação, o SJ considera fundamental que as conferências de imprensa se mantenham, ainda que online. Reduzir a informação a meras declarações, unidirecionais e que não permitem o exercício do contraditório, não contribuem para o esclarecimento da população. No quadro das restrições impostas, o SJ alerta para a importância de se assegurar a igualdade de tratamento, nomeadamente de acesso à informação por parte dos vários órgãos jornalísticos, independentemente do meio a que respeitam e de serem públicos ou privados. Assinalamos ainda a obrigatoriedade de cedência de som e imagem aos meios de informação que não puderem estar no local. O SJ recorda que há uma série de ferramentas que… ler mais

SJ recomenda teletrabalho e mudança de equipas a cada 15 dias

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) recomenda aos órgãos de informação que recorram ao teletrabalho ou, no caso de isso não ser possível, que estabeleçam equipas de trabalho quinzenais e que os trabalhadores de cada uma dessas equipas não se cruzem entre si. Esta é uma medida de prevenção básica, que respeita a indicação de que o novo coronavírus tem um período de incubação de 14 dias. O SJ deixa um exemplo: se um trabalhador infetado trabalhar no primeiro período de 15 dias e depois for para casa e voltar à redação, nem que seja por um dia, no segundo período de 15 dias poderá estar a contaminar duas equipas, a primeira e a segunda. Contas feitas, toda uma redação poderá ficar em causa – e, mal haja uma suspeita de infeção, o órgão de informação terá de fechar, por tempo indeterminado. O SJ pede também às administrações e às direções dos órgãos de informação que avaliem diariamente os riscos a… ler mais