Etiqueta: Liberdade de imprensa

O jornalismo faz-se com perguntas, mesmo em tempos de crise

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) destaca que, mesmo em tempos de crise, é imperioso assegurar a liberdade de imprensa e o direito à informação, fundamentais em democracia. Numa altura em que as diferentes instituições e vários responsáveis políticos e sanitários estão já, e bem, a adotar mudanças na forma como comunicam a informação, o SJ considera fundamental que as conferências de imprensa se mantenham, ainda que online. Reduzir a informação a meras declarações, unidirecionais e que não permitem o exercício do contraditório, não contribuem para o esclarecimento da população. No quadro das restrições impostas, o SJ alerta para a importância de se assegurar a igualdade de tratamento, nomeadamente de acesso à informação por parte dos vários órgãos jornalísticos, independentemente do meio a que respeitam e de serem públicos ou privados. Assinalamos ainda a obrigatoriedade de cedência de som e imagem aos meios de informação que não puderem estar no local. O SJ recorda que há uma série de ferramentas que ler mais

SJ condena ação de Joacine Katar Moreira

O Sindicato dos Jornalistas ( SJ) não compreende a atitude hoje tomada pela deputada do Livre, Joacine Katar Moreira, de pedir proteção à GNR, dentro da Assembleia da República, de forma a impedir os jornalistas de a questionarem. A decisão da deputada atenta contra a liberdade de imprensa e revela uma prática anti-democrática tomada dentro da própria Casa da Democracia. Os jornalistas têm direito a exercer a sua profissão, a qual implica o acesso a fontes e protagonistas das notícias, através da colocação de perguntas. A atitude da deputada do Livre é grave e não se coaduna com o cargo para o qual foi mandatada. O SJ espera que o Presidente da Assembleia da República tome as devidas medidas para que o caso não se repita. O SJ considera, ainda, fundamental que as direções dos órgãos de comunicação social – não apenas dos diretamente visados no sucedido hoje, mas de todos, porque hoje são uns e amanhã serão outros – ler mais

O Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2018: “o ódio ao jornalismo ameaça as democracias”

A edição 2018 do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa elaborado pela Repórteres sem Fronteiras (RSF) aponta para a expansão de um sentimento de ódio dirigido aos jornalistas. A hostilidade reivindicada contra os meios de comunicação, encorajada por políticos e pela vontade de regimes autoritários de exportar sua visão do jornalismo, ameaça as democracias. O Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, que avalia anualmente as condições para o exercício do jornalismo em 180 países, revela um clima de ódio cada vez mais acentuado. A hostilidade dos dirigentes políticos em relação aos meios de comunicação não é mais o privilégio de países autoritários como a Turquia (157o, -2) ou o Egito (161o), que mergulharam na "fobia dos meios de comunicação" ao ponto de generalizar as acusações de "terrorismo" contra os jornalistas e aprisionar arbitrariamente os profissionais críticos a seus governos. Cada vez mais chefes de estado democraticamente eleitos enxergam a imprensa não mais como um fundamento essencial da democracia, mas como ler mais

#destavezeuvoto: Masterclass Porto

sdr A crise dos migrantes, os Estados securitários, o discurso do medo, os nacionalismos e os media online foram alguns dos assuntos debatidos na iniciativa do Sindicato de Jornalistas (SJ), realizada na Universidade do Porto.  Perante uma plateia de alunos de Ciências de Comunicação, o historiador Manuel Loff, orador da segunda masterclass sobre Europa, realizada na Universidade do Porto, traçou o percurso histórico da Europa desde o pós-II Guerra Mundial até à criação e consolidação da União Europeia. Manuel Loff fez uma abordagem da União Europeia em si mesma, desprovida do contexto externo, nomeadamente no que diz respeito ao seu relacionamento com os Estados Unidos e com a Rússia. Na análise, o historiador refletiu e questionou alguns dos assuntos que deverão dominar a campanha das eleições europeias de maio, nomeadamente a crise dos refugiados, o discurso do medo como justificação para os Estados-membros adotarem medidas de reforço da segurança que colocam em causa a liberdade e a privacidade dos cidadãos, a maior ler mais

Sindicato dos Jornalistas solidário com iniciativas do 8 de Março

Apoio a manifesto e apelo à participação nas manifestações da Rede 8 de Março. O Sindicato dos Jornalistas (SJ) está solidário com a Greve Internacional Feminista, marcada para o próximo Dia das Mulheres, e apoia as reivindicações do Manifesto da Rede 8 de Março. As mulheres jornalistas estão hoje sujeitas a condições de trabalho (ainda) mais vulneráveis, com níveis de precariedade, insegurança laboral, desigualdade salarial e assédio superiores aos registados pelos jornalistas homens, que devem igualmente ser denunciados. O SJ entende que a ação do movimento sindical é fundamental para alcançar a transformação social que garantirá a trabalhadoras e trabalhadores os mesmos direitos. Nesse sentido, apela à participação nas manifestações pela igualdade de direitos entre mulheres e homens convocadas para 8 de Março, em 13 cidades do país, bem como à assinatura da respetiva petição pública. O SJ associa-se ainda à campanha lançada pela Federação Internacional de Jornalistas, a propósito do 8 de Março, focada na falta de mulheres na ler mais

Sindicato dos Jornalistas assina Carta das Condições de Trabalho dos Jornalistas

O grupo de trabalho especializado em direitos laborais, formado no seio da Federação Europeia de Jornalistas, do qual o Sindicato dos Jornalistas faz parte, apresentou esta terça-feira, em Belgrado, na Sérvia, a Carta das Condições de Trabalho dos Jornalistas. Este documento é composto por dez artigos que condensam os principais princípios que afetam a relação de trabalho entre jornalistas, os seus empregadores e a opinião pública como beneficiários finais do seu trabalho. Também formula os principais valores que as autoridades públicas ou privadas – incluindo as instituições da União Europeia – devem respeitar quando lidam com jornalistas. A Carta está aberta à assinatura de todas as organizações de jornalistas, empresas de média privadas ou públicas ou autoridades dispostas a se comprometerem a melhorar as condições de trabalho e reforçar os direitos laborais de jornalistas e trabalhadores dos média na Europa, para lutar contra a censura e promover o livre acesso à informação e às fontes. A ideia da Carta foi ler mais

Investigação jornalística no Brasil comprometida

O Sindicato dos jornalistas (SJ) solidariza-se e responde ao apelo da brasileira Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), que repudia e considera antidemocrática a alteração à Lei de Acesso à Informação. A decisão, tomada na quinta-feira pelo gabinete presidencial de Jair Bolsonaro, passa a permitir que diversos decisores imponham sigilo a informações públicas. Perante a gravidade deste decreto, e tendo em conta que a liberdade de imprensa deve ser uma causa sem fronteiras, o SJ irá propor uma tomada de posição à Federação Internacional de Jornalistas. Partilhamos aqui a nota da Fenaj.

Contra a Discriminação

O Sindicato de Jornalistas ( SJ)  reuniu, na passada sexta-feira, com o Alto Comissariado para as Migrações, que deu a conhecer a «Recomendação à Adesão ao Princípio de não-referência da origem racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência, território de origem e situação documental» Preocupado com a disseminação de preconceitos e de racismo, e empenhado no combate à discriminação, potenciada pelo discurso de ódio, o Alto Comissariado para as Migrações propõe que se evite divulgar detalhes relacionados com a ascendência étnica ou racial, excepto quando a referência seja imprescindível. O SJ associa-se a esta causa.Mas lembra que a menção a características étnicas e raciais deve depender de critérios editoriais, que justifiquem a relevância da informação. Durante a reunião foram ainda discutidas futuras parcerias com o objetivo de combater a discriminação e o discurso de ódio.