SJ condena o encerramento do Apple Daily

O Sindicato dos Jornalistas condena veementemente o encerramento do jornal Apple Daily reconhecido por ser uma referência no apoio ao movimento pró-democracia e aos protestos antigovernamentais que surgiram em Hong Kong em 2019.

Esta foi a primeira vez que opiniões políticas publicadas por um órgão de comunicação social de Hong Kong levaram a um processo judicial, ao abrigo da controversa lei da segurança nacional imposta no ano passado por Pequim aquela região semiautónoma chinesa.

Em junho de 2020, o regime chinês aprovou  esta lei o que lhe permite intervir diretamente em Hong Kong para sancionar tudo o que considere “crime contra o Estado”, uma legislação que ameaça especialmente os jornalistas.

O proprietário deste diário, Jimmy Lai,  encontra-se preso, desde o ano passado, acusado de “conluio com forças estrangeiras”, “sedição” e “conspiração para cometer fraude”.

Recentemente a sua pena foi agravada em 14 meses de prisão por ter participado numa manifestação não autorizada.

As restrições impostas quer à liberdade de imprensa quer, quer às violações dos direitos humanos em Hong Kong na sequência da aprovação da nova lei  têm sido denunciadas  pela Federação Internacional de Jornalistas.

O SJ lembra que os ataques à liberdade de imprensa,  à liberdade editorial  e ao próprio exercício do jornalismo têm ocorrido também em Macau.

Em março, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) de Portugal manifestou “enorme preocupação” e “solidariedade” com os jornalistas de língua portuguesa e inglesa da Teledifusão de Macau (TDM), após diretivas proibindo-os de divulgar informações contrárias às políticas da China.

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