SJ pede apoio de emergência à comunicação social

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) apela ao Governo que aprove, o quanto antes, um pacote de apoios à comunicação social, sob pena de o setor colapsar, no quadro do atual contexto de epidemia.

Confrontados com uma pandemia que terá um brutal impacto económico, importa assegurar, mais do que nunca, a preservação do jornalismo, um dos pilares da democracia.

Nesse sentido, o SJ saúda a decisão do Governo de autorizar que os quiosques de venda se mantenham abertos. O jornalismo, e o que ele produz, são um bem de interesse público, cuja circulação não deve, em caso algum, ser interrompida.

Manter redações com um número de profissionais razoável e dotadas de meios técnicos é fundamental para que os jornalistas possam continuar a desempenhar o seu papel, contribuindo para o esclarecimento da população com uma informação credível e responsável. 

Sem o trabalho dos órgãos de comunicação social e sem o esforço de muitos jornalistas, que aceitaram correr riscos para continuar a informar a população portuguesa, dificilmente as medidas de isolamento social teriam o impacto pretendido. 

Quando este momento excecional passar, a retoma da economia será um processo lento, assim como morosa será a recuperação das empresas de comunicação social, que, antes da crise sanitária, já enfrentavam graves dificuldades. 

O SJ acredita que a já débil situação dos muitos grupos de comunicação social vai agravar-se nestes meses de isolamento e quarentena. A quebra de receitas publicitárias, o adiamento de investimentos e projetos editoriais e o decréscimo nas vendas de publicações periódicas vão acentuar-se. 

Com a situação de emergência que o país enfrenta, e com a perspetiva de agravamento da mesma, o SJ apela ao Governo que aprove um conjunto de medidas de apoio à comunicação social, que passem por garantir os postos de trabalho e salários dos jornalistas e por apoiar igualmente os trabalhadores precários, assegurando-lhes um rendimento mínimo.