SJ apela às autoridades para investigarem pirataria de jornais e revistas

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) denuncia, e apela às autoridades competentes para que investiguem, a circulação de edições de jornais e revistas portugueses em PDF, totalmente gratuitas. A existência destas publicações é a condenação à morte do jornalismo como serviço público.

As dificuldades financeiras da comunicação social agudizaram-se com a crise desencadeada pela pandemia de covid-19.  O risco de este setor colapsar existe e a prová-lo estão os apelos feitos recentemente ao Governo para assumir medidas de apoio aos media, lançados quer pelo SJ, quer pela Plataforma dos Media Privados e pela Associação Portuguesa de Imprensa, que agregam vários órgãos de comunicação social.

Fomentar e preservar um jornalismo responsável e de qualidade custa dinheiro, mas deve ser uma prioridade de todos, incluindo dos cidadãos, porque é a comunicação social que, sobretudo em tempos de crise, se mantém vigilante e atenta ao cumprimento dos valores democráticos.

A preocupação face a este tipo de partilhas levou também os diretores dos jornais a lançarem um apelo conjunto em defesa do jornalismo e do trabalho dos jornalistas, numa iniciativa inédita, que o SJ saúda e apoia.

Para além da denúncia pública desta situação, o SJ apela à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ao movimento cívico anti-pirataria na internet (MAPI-Net), ao Ministério Público e à Polícia Judiciária que investiguem esta divulgação gratuita, feita à revelia dos órgãos de comunicação social, de modo a responsabilizar os autores da mesma.

O SJ apela a todos os cidadãos para que não descarreguem os PDF em questão, sob pena de estarem a contribuir para o fim do jornalismo, um dos pilares da democracia, que, em nome de todos e por todos, deve ser defendido.