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Estudo revela mais precariedade no jornalismo

O domicílio dos jornalistas substituiu as redações. O número dos profissionais que não faz reportagem aumentou. Uma percentagem significativa de jornalistas enfrentou, durante o Estado de Emergência, as consequências do lay-off e viu os seus rendimentos ou os do seu agregado familiar diminuírem. As expectativas sobre a profissão baixaram significativamente. A crise sanitária aumentou as preocupações com princípios deontológicos, como o rigor da informação. A tendência de precarização e a crise dos média agudizaram-se. Estas são as principais conclusões do Estudo sobre os Efeitos do Estado de Emergência no Jornalismo no Contexto da Pandemia Covid-19, que inquiriu 890 jornalistas em Portugal, entre os dias 22 de maio e 8 de junho de 2020. Desenvolvida por investigadores do Centro de Administração de Políticas Públicas e do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho, e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra, esta pesquisa foi realizada numa parceria ler mais

23% dos jornalistas tiveram alterações no salário durante estado de emergência – estudo

O estudo “Efeitos do estado de emergência no Jornalismo”, cujos resultados preliminares foram divulgados hoje, revela que 23% dos jornalistas tiveram o salário alterado e 15,5% viram a sua situação laboral modificada durante o estado de emergência decretado devido à pandemia de covid-19. Entre os jornalistas que viram a sua situação laboral ou salarial alterada, 74% auferem menos de 1 000 euros, salienta o estudo, realizado por uma equipa de investigadores do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, do Instituto de Ciências Sociais e do Centro de Administração e Políticas Públicas da Universidade de Lisboa e do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e a Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação. Segundo os resultados preliminares, divulgados durante a conferência online “Jornalismo em teletrabalho – o futuro?”, organizada pela agência Lusa (disponível aqui: https://www.facebook.com/AgenciaLusa/videos/1019420961793918/), 11,1% dos jornalistas ler mais

Inquérito sobre efeitos do estado de emergência no jornalismo

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) relembra que está em curso, até ao final da semana, um inquérito sobre os efeitos do estado de emergência na profissão. A participação tem sido elevada, mas apelamos a todos que contribuam respondendo ao inquérito enviado a todos os jornalistas pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ), parceira, tal como o SJ, do estudo realizado por três universidades, o Ceis20, da Universidade de Coimbra, o ICS  e o CAPP, da Universidade de Lisboa, e o CECS, da Universidade do Minho. Quanto mais respostas forem obtidas, maior o universo abrangido e melhor poderá ser analisado o contexto em que atualmente se desempenha a profissão em Portugal, depois das seis semanas consecutivas de duração do estado de emergência. O estudo pretende saber como é que a pandemia se está a repercutir na situação profissional dos jornalistas, que questões ético-deontológicas se tornaram sensíveis no contexto da crise sanitária e que efeitos pode ter esta nova situação na ler mais