Investigação ao assassinato de Martin O’Hagan parada

Cinco anos após o assassinato do jornalista irlandês Martin O’Hagan, em Belfast, as investigações da polícia da Irlanda do Norte não têm revelado quaisquer progressos, uma situação que preocupa a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), que já solicitou um inquérito independente à morte do repórter.

Martin O’Hagan, repórter de investigação do “Sunday World” e pai de três filhas, foi abatido à porta de casa no dia 28 de Setembro de 2001, numa acção reivindicada pelos Red Hand Defenders, grupo ligado à Loyalist Volunteer Force, uma organização paramilitar cujo envolvimento no tráfico de drogas fora denunciado em tempos pelo jornalista.

Aquando do assassinato, Martin O’Hagan estava a investigar as ligações entre os grupos terroristas lealistas e as forças de segurança.

“É óbvio que a polícia da Irlanda de Norte não está em posição de investigar totalmente este assassinato. O fracasso em deter os responsáveis e assegurar a sua condenação nos tribunais é extremamente preocupante e os nossos membros perderam a confiança na actual investigação”, afirmou Séamus Dooley, secretário irlandês do Sindicato Nacional de Jornalistas da Grã-Bretanha e Irlanda (NUJ), em carta enviada ao Secretário de Estado para a Irlando do Norte, Peter Hain.

Considerando chocante que a investigação não tenha dado frutos ao cabo de cinco anos, a FIJ decidiu apoiar o NUJ e instar as autoridades a lançarem uma investigação independente ao caso, de modo a “mostrarem que a Irlanda do Norte tem um compromisso verdadeiro para com a protecção dos jornalistas de investigação e interesse em garantir a liberdade de expressão”.