CDSJ condena casos de exposição excessiva de dor nos incêndios de Pedrógão Grande e de Góis

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas “não pode deixar de condenar, de forma veemente, situações em que houve exposição excessiva de dor das vítimas e outros excessos de sensacionalismo, de que são exemplos a exposição de cadáveres e as entrevistas com pessoas em estado de descontrolo emocional”.

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas reuniu-se hoje e realizou um balanço acerca do trabalho jornalístico de acompanhamento aos trágicos incêndios no centro do país.

Assim, como pode ler-se na nota em anexo, “o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (CD) elogia a capacidade demonstrada pelos jornalistas e pelos órgãos de comunicação social na cobertura noticiosa da tragédia de Pedrógão Grande e de Góis”.

Contudo, o CDSJ “não pode deixar de condenar, de forma veemente, situações em que houve exposição excessiva de dor das vítimas e outros excessos de sensacionalismo, de que são exemplos a exposição de cadáveres e as entrevistas com pessoas em estado de descontrolo emocional“.

Além disso, o Conselho Deontológico “lembra que, num cenário de tragédia como o daqueles incêndios, os jornalistas são colocados perante situações de risco físico e forte pressão emocional”.

O CDSJ “alerta as direções de informação e as editorias dos órgãos de comunicação social para a sua particular responsabilidade jornalística e social no desempenho das suas funções. Daí que devem estar especialmente atentos quando coordenam ou editam reportagens e emissões em direto ou em diferido em que os jornalistas dos seus órgãos de comunicação social estão a trabalhar em contexto de pressão emocional que pode afetar o seu distanciamento dos factos”.


Ficheiros em Anexo

Nota do CDSJ

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