Azeredo Lopes e Estrela Serrano refutam críticas de vogal demissionário

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Azeredo Lopes, e a vogal Estrela Serrano reagiram à demissão de Luís Gonçalves da Silva do Conselho Regulador daquela entidade, considerando ser necessário “identificar chavões e falsidades e recuperar os factos”, nas palavras da antiga provedora dos leitores do “DN”.

A reacção individual de cada um deles foi publicada no blogue conjunto Vai e Vem (http://vaievem.wordpress.com/), tendo Azeredo Lopes optado por indicar aqueles que considera serem “Os Dez Mandamentos de um Regulador dos Média”, onde se inclui um que, em parte, justifica o meio escolhido para o comentário à situação: “Não deixarás sem resposta ataques à tua honra nem aceitarás vender a tua liberdade de expressão e de opinião, mesmo que te critiquem por falares no espaço público”.

Por seu turno, Estrela Serrano refere a necessidade de “identificar chavões e falsidades” nas razões invocadas por Luís Gonçalves da Silva para a demissão, como as acusações de que “verdadeiras entorses às mais elementares normas procedimentais”, de que o caso TVI seria o “mais recente exemplo”. Para o efeito, disponibiliza links para as normas procedimentais seguidas, bem como as audições e estudos efectuados pela ERC no âmbito do referido processo.

Estrela Serrano considera ainda falso que a ERC possa ser vista como um órgão “descredibilizado, sem independência do poder político” e contrapõe com um link para uma notícia publicada a 11 de Fevereiro de 2010 pelo DN, na qual se refere a participação do conselheiro demissionário na campanha de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD.

Na altura, a vogal censurou vivamente Luís Gonçalves da Silva, dizendo que o mesmo deveria ter interrompido ou suspendido a sua actividade na ERC, uma vez que “a independência exigida aos membros do Conselho Regulador não parece compaginável com o seu envolvimento em campanhas eleitorais de partidos políticos e em actividades similares”.