Sete anos de prisão para Tayseer Allouni

O repórter da Al Jazeera Tayseer Allouni foi condenado a sete anos de prisão pelo tribunal espanhol que, a 26 de Setembro, emitiu o veredicto do caso que envolvia os alegados membros da célula espanhola da Al Qaeda que participaram na organização do ataque de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque.

O tribunal considerou o jornalista culpado de colaboração com a Al Qaeda e de servir de “correio” entre dirigentes terroristas no Afeganistão – país onde entrevistou Usama bin Laden – ilibando-o, no entanto, da acusação de pertença à rede terrorista.

Por considerarem que a condenação de Tayseer Allouni se baseou em provas fracas e circunstanciais, a Al Jazeera e a família do jornalista vão recorrer da sentença, motivo pelo qual o repórter de 50 anos permaneceu em liberdade condicional enquanto aguarda esse recurso.

Segundo Aidan White, secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), “uma das consequências deste caso pode ser a relutância dos média e dos jornalistas em seguir histórias que envolvam organizações e grupos que possam ser apelidados de ‘terroristas’”, o que será nefasto para a liberdade de imprensa, ao provocar autocensura.

“Este veredicto pode ter o efeito de fechar as fontes de informação de que os jornalistas precisam para conhecer os factos por detrás da propaganda que domina a chamada guerra ao terrorismo”, acrescentou o dirigente da FIJ.