Presidente da Georgia impõe censura durante duas semanas

Depois de a polícia antimotim ter recorrido à força para dispersar acções de protesto contra o governo a 7 de Novembro, o presidente da Georgia, Mikheil Saakashvili, declarou o estado de emergência no país durante duas semanas, impondo a censura e impedin

Segundo o decreto presidencial, encontra-se suspensa até 22 de Novembro “a recepção e livre disseminação de informação verbal, escrita ou através de outros meios por parte de todas as estações televisivas e radiofónicas”, sendo a emissora estatal o único órgão de comunicação autorizado a receber e divulgar informação.

Entretanto, duas estações que transmitiram filmagens das forças de segurança a agredir violentamente manifestantes na capital do país – a IMEDI e a Kavkasia TV – foram encerradas pela polícia e pelas forças especiais, o que motivou os protestos da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), do Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) e da Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

“A proibição de órgãos de comunicação e a supressão de relatos noticiosos independentes num momento tão crítico é um ataque grave à liberdade de imprensa e ao direito do público a estar informado”, afirmou o secretário-geral da FIJ, Aidan White, sublinhando que “se o presidente Saakashvili pretende garantir eleições democráticas e justas, ele tem de permitir a cobertura mediática independente do processo”.