Pedro Rolo Duarte e a CCPJ

O jornalista Pedro Rolo Duarte foi visado por uma notícia publicada neste sítio no dia 30 de Julho. Regressado de férias, enviou-nos um esclarecimento.

Em referência à nossa notícia de 30 de Julho com o título “Comissão da Carteira instaura processo a Pedro Rolo Duarte”, recebemos o seguinte esclarecimento:

“Tendo estado de férias, só hoje tomei conhecimento da notícia supra citada e de que, tanto quanto sei, a imprensa “em papel” não deu nota. Uma vez mais, e como já vem sendo hábito, a notícia peca por ignorar uma das partes em causa, ou seja, o jornalista a quem foi instaurado o processo. Ainda que ética e deontologicamente me pareça pouca séria a divulgação de notícias em que apenas se ouve uma das partes envolvidas, ou talvez por causa disso, venho por este meio, em defesa da minha dignidade pessoal, informar o site do Sindicato dos Jornalistas que:

“1. No dia 24 de Julho, por correio azul, enviei à Comissão da Carteira a minha carteira profissional acompanhada da carta que junto em anexo, caso queiram dar-se ao trabalho de a ler. Cópia da mesma carta foi entregue à Agência Lusa (numa atitude em tudo semelhante à que a Comissão da Carteira teve ao divulgar sempre publicamente as suas intenções sobre a minha pessoa antes mesmo de comigo comunicar). Presumo que os CTT continuem a honrar os seus compromissos, pelo que certamente a carta e a carteira chegaram ao Palácio Foz no dia 25 de Julho.

“2. Ao fazê-lo, como está escrito na Carta aberta à Comissão, assumo que não pretendo exercer proximamente a profissão de jornalista – julgo aliás que pessoas com o meu curriculo profissional não fazem certamente falta ao jornalismo português. Não precisa por isso a Comissão de me recordar que não posso exercer a profissão. Sou neste momento cronista de Imprensa e de rádio e locutor/autor de um programa de rádio, além de escritor.

“3. Não precisa igualmente a Comissão da Carteira de reafirmar a sua intenção de seguir com o processo de contra-ordenação até ao fim. Não só sabia que era essa a lógica como não receio qualquer espécie de julgamento, dado que me sinto de consciência absolutamente tranquila relativamente à seriedade e honestidade com que desenvolvi um trabalho jornalístico para o qual fui convidado. Estou certo de que a Comissão, para não perder a face, vai transformar o meu caso num “exemplo” e fará o favor de me condenar e punir. Cá estarei.

“4. Como escritor, locutor, comunicador, apresentador, a vida continua. Podem mil Comissões deliberar sobre a minha ética, deontologia, profissionalismo, talento e currículo. Mas na verdade só há para mim um juiz do meu trabalho: é o público – aquele que efectivamente me julga diariamente e me reconhece. É esse julgamento que eu também reconheço. E que, tanto quanto consigo perceber, em 25 anos de carreira na imprensa, na rádio, na TV, nos livros, na net, teve uma deliberação positiva por parte desse juiz superior.

“Os meus cumprimentos.

“Pedro Rolo Duarte”