Investigação do caso Gongadze incrimina porta-voz do parlamento ucraniano

Um relatório da comissão parlamentar de investigação ao assassinato do jornalista ucraniano Georgy Gongadze, em 2000, acusou o então porta-voz do parlamento Volodymyr Lytvyn de ter “instigado o rapto”, divulgou a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ).

O documento da comissão baseia-se em cassetes gravadas pelo antigo guarda-costas do ex-presidente Leonid Kuchma, as quais contêm vozes parecidas com as de Volodymyr Lytvyn, Leonid Kuchma e outros funcionários que alegadamente conspiram contra Georgy Gongadze.

Em reacção ao relatório, Volodymyr Lytvyn classificou-o como “uma provocação destinada a desviar as atenções dos reais culpados” pela morte do jornalista e tem resistido desta forma aos pedidos de demissão de que tem sido alvo.

Dados os impasses que o caso conheceu ao longo dos anos, a FIJ teme que estas novas informações voltem a desencadear atrasos no processo, pelo que avisou as autoridades ucranianas de que “não há desculpas para mais atrasos”, pois “é preciso saber porque é que as pessoas poderosas por detrás deste caso não foram ainda chamadas à responsabilidade”.

Neste momento, estão presos no âmbito da investigação do caso Gongadze três agentes da polícia, enquanto um quarto suspeito continua a monte, com mandado de captura internacional.

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