Elevada adesão à greve na BBC

O primeiro de quatro dias de paralisação na BBC conheceu uma adesão massiva, com a própria administração da empresa a admitir que 99 por cento da redacção aderiu à greve, noticiou o Sindicato Nacional de Jornalistas britânico (NUJ).

A paralisação – convocada pelos sindicatos NUJ, BECTU e Amicus – iniciou-se à meia-noite, tendo os trabalhadores abandonado os seus postos e feito piquete à porta das várias instalações da empresa espalhadas pelo país.

Esta actuação levou a que a programação em directo da televisão pública britânica fosse “gravemente afectada”, algo que também sucedeu nos programas noticiosos das várias rádios do grupo e no BBC World Service.

Neste último, os trabalhadores reuniram-se à porta da Bush House – edifício londrino onde estão instalados os serviços de língua estrangeira da BBC – a entoar canções e palavras de ordem contra os cortes na empresa, em mais de uma dezena de línguas diferentes.

“Sabíamos que esta greve ia ter grande adesão do pessoal, mas o efeito que está a ter na programação é ainda maior do que esperávamos. Esperamos que Mark Thompson tenha percebido a mensagem e comece a negociar devidamente com os sindicatos”, afirmou o secretário-geral do NUJ, Jeremy Dear.

Os sindicatos – e a própria empresa – apontam para uma adesão global à greve na ordem dos 40 por cento, o que corresponde a cerca de 11 mil dos 27 mil trabalhadores da empresa.