“Vida Animal” e “Biosfera” só possíveis no Serviço Público

O presidente da Direcção do Sindicato dos Jornalistas afirmou hoje, 27 de Fevereiro, que os programas ”A Vida Animal em Portugal e no Mundo” e “Biosfera”, da RTP, só são possíveis devido à existência de um Serviço Público de Televisão e ao facto de a Rádio e Televisão de Portugal ser pública.

Alfredo Maia falava na cerimónia de entrega dos Prémios de Documentário Natureza e Divulgação Ambiente, atribuídos pelo Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS) ao jornalista Luís Henrique Pereira, dos quadros da RTP, e à equipa do programa Biosfera, uma parceria RTP/Farol de Ideias, que decorreu no Parque Biológico de Gaia.

Além de destacar a contribuição dos dois programas para a formação de uma opinião pública constituída por cidadãos mais aptos a discutir e a tomar decisões mais informadas sobre as questões do ambiente, o presidente do SJ destacou a importância da especialização dos jornalistas, como condição para o exercício mais exigente da profissão.

Notando que as actuais condições do sector podem estar a fazer regressar ao paradigma do “jornalismo especialista em generalidades”, Alfredo Maia sublinhou que o “jornalismo especializado e mesmo altamente especializado” e “pronto a “responder a todas as perguntas dos cidadãos” em matérias como o Ambiente, a Cultura ou a Economia, por exemplo, é “um luxo” que o Serviço Público de Rádio e de Televisão tem de garantir, apesar dos custos.

Na intervenção, o dirigente destacou os critérios do FAPAS para distinguir – num “juízo justo”, disse – os programas e os seus autores, designadamente os relativos ao serviço público, à produção nacional, ao rigor e à contribuição para a literacia ambiental.

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