Televisão congolesa despede trabalhadores com salários em atraso

Quinze trabalhadores do canal televisivo privado Global TV, da República Democrática do Congo, foram despedidos e impedidos de entrar nas instalações da estação no final de Dezembro, por terem exigido o pagamento de salários em atraso realtivos a um período de seis a nove meses.

Apoiando-se na lei do trabalho congolesa, o Sindicato Nacional de Profissionais da Imprensa (SNPP) e a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) exigem a reintegração plena dos trabalhadores despedidos na estação detida por Catherine Nzuzi wa Mbombo, ex-ministra e recentemente candidata à Presidência da República.

“Quando as empresas de média desrespeitam os direitos laborais dos funcionários colocam a liberdade de imprensa em sério perigo”, afirmou Gabriel Baglo, director da FIJ África, sublinhando que o despedimento de jornalistas por exigirem a legítima retribuição do seu trabalho deixa a classe extremamente vulnerável a ameaças à sua independência editorial.

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