SJ solidário com rádios do serviço público

A Direção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifesta a sua total solidariedade para com os jornalistas das rádios Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP Internacional, RDP África e para com a luta que estão a travar por estes dias, para que não se concretize a mudança de imagem e de nome das várias rádios que existem no grupo RTP em nome da “uniformização da marca”. As mudanças de nome e imagem nas rádios do grupo RTP deveriam ocorrer a partir do dia 30, mas já no decorrer desta semana se verificaram alterações em várias plataformas digitais da empresa – as marcas passarão a ser as seguintes: RTP Antena 1, RTP Antena 2, RTP Antena 3, RTP Mundo e RTP África. O SJ insta a empresa a parar estas alterações e a respeitar as diversas instituições e os seus profissionais envolvidos.

Uma Rádio com 90 anos de história deve ter microfones erguidos e orgulhosos, não escondidos e iguais a todos os outros. Deve ter microfones que mostrem a excelência dos profissionais que lhe dão voz diariamente. Deve ter nome e identidade própria, que mostre porque ganha prémios frequentemente.

Em defesa do pluralismo e da diversidade, o SJ está ao lado dos jornalistas que defendem a identidade própria de cada um dos canais de rádio do grupo RTP e aconselha a administração da empresa a respeitar a democracia e a ouvir os trabalhadores que já por duas vezes aprovaram moções rejeitando as mudanças em curso: primeiro em plenário da redação da rádio, posteriormente em plenário conjunto, das redações da rádio e da TV.

Já no início do mês de fevereiro o SJ havia alertado para o perigo do desmantelamento do serviço público de rádio e televisão, estando no horizonte mais um plano de rescisões entre os trabalhadores. Menos jornalistas significa menos perguntas, menos ângulos de reportagem, menos questionamento, menos reflexão, menos liberdade, menos crítica, menos escrutínio, menos investigação, menos tudo o que este Sindicato defende e tudo o que deve ser o Serviço Público.

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