Sindicato dos Jornalistas lamenta a morte de Ricardo Júnior

O Sindicato dos Jornalistas lamenta a morte do fotojornalista Ricardo Júnior. Associado do SJ desde 1984, faleceu, ontem, no Porto, aos 65 anos. O velório é hoje na casa mortuária de Fãnzeres, em Gondomar. O funeral realiza-se amanhã na igreja de Fãnzeres, a partir das 10 horas.

Filho do fotojornalista Ricardo Pereira, de quem herdou o nome e o gosto pela arte, que se estendeu também aos irmãos Ivo e Hernâni, notabilizou-se na cobertura desportiva. Durante os 44 anos que deu ao fotojornalismo, Ricardo Júnior eternizou muitas das conquistas de clubes e desportistas, principalmente do norte de Portugal, no futebol e noutras modalidades.

Numa nota de condolências, a Associação de Ténis do Porto lembra que o trabalho de Ricardo Júnior tinha sido reconhecido com a distinção “Porto Open Vintage”, atribuída pela Direção do Porto Open-Campeonatos Internacionais de Portugal, que é atribuída “àqueles que se notabilizaram na história desta prova internacional e contribuíram para o seu prestígio”. Segundo a nota, “mais do que o seu talento, recordaremos o Ricardo pela sua postura discreta, pelo compromisso com o trabalho e pela forma respeitosa e próxima com que se relacionava com todos.”

Ricardo Pereira Júnior nasceu a 21 de janeiro de 1961. Começou a carreira de fotojornalista aos 21 anos, com um estágio no “Jornal de Notícias”, em 1982. No mesmo ano, em agosto, ingressou no “Comércio do Porto”, onde passou uma década, antes de se mudar para a “Gazeta dos Desportos”. Em 1995, reforçou a equipa de fotografia do jornal “O Jogo”, sendo absorvido em 2010 pelo projeto da agência de fotografia do Global Media Group, que juntou os repórteres fotográficos de JN, o Jogo, “Diário de Notícias” e outras publicações numa mesma empresa, que viria depois a chamar-se Global Imagens (GI).

Ricardo Júnior foi um entre dezenas de jornalistas despedidos pela Global, em 2014. Tinha escapado aos cortes de 2009 e 2010, mas foi também descartado, como tantos outros jornalistas, há 12 anos, num dos maiores despedimentos coletivos da Imprensa em Portugal, que atingiu 160 trabalhadores, mais de metade jornalistas. Desde que foi forçado a deixar a Global, Ricardo enveredou por uma carreira de “freelancer”, colaborando com várias publicações e associações.

À família e amigos, as sentidas condolências do Sindicato dos Jornalistas.

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