Sindicato dos Jornalistas condena assédio laboral na Agência France-Presse

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) condena as práticas recorrentes de assédio no local de trabalho e perseguição contra trabalhadores sindicalizados levadas a cabo pela Agência France-Presse (AFP).

Pela segunda vez em um ano, o escritório da AFP em Lisboa é assolado por um caso de assédio e perseguição a jornalistas.

Em ambos os casos, a administração da AFP não respeitou os direitos laborais dos seus trabalhadores e tentou marginalizar a representação sindical dos jornalistas da agência.

O primeiro caso resultou numa decisão judicial contra a AFP, considerando o despedimento injustificado, por não respeitar os procedimentos adequados e por falta de fundamento das acusações contra o trabalhador.

A AFP parece não ter aprendido a lição. Agora, está a tentar despedir o novo representante do SJ no escritório de Lisboa, depois de inicialmente lhe ter imposto uma suspensão.

Em ambos os casos, a AFP não respeitou o direito a um processo legal e justo e baseou-se em alegações infundadas e ridículas.

Enquanto isso, o SJ descobriu que a AFP aplica diferentes condições de pagamento a jornalistas franceses e não franceses, o que consideramos uma discriminação laboral, à luz da lei portuguesa e europeia.

A AFP, que recebe fundos consideráveis do governo francês, foi incumbida de defender e difundir os valores franceses e europeus. No respeito pelos direitos fundamentais e laborais, tem ficado consideravelmente aquém, verificando-se um padrão preocupante: o não respeito pelos direitos do pessoal local e das leis locais.

Esse padrão mina seriamente a imagem de credibilidade e reputação de uma das maiores agências de notícias do mundo.

E, por isso, o SJ decidiu levar o caso à Federação Europeia de Jornalistas e aos sindicatos franceses nela representados.

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