Sindicato dos Jornalistas celebra vitória na luta dos trabalhadores contra o Pacote Laboral

A proposta “Trabalho XXI” foi rejeitada no Parlamento pelo voto de deputados, mas a queda do pacote laboral só se concretizou porque quem trabalha se mobilizou para a bloquear, por todo o país, durante o último ano. O Sindicato dos Jornalistas (SJ) celebra o chumbo e saúda o esforço da classe jornalística, que aderiu em massa a duas greves gerais, não deixando dúvidas sobre a sua rejeição do retrocesso tentado pelo governo PSD/CDS.

O SJ reconheceu desde o primeiro momento que esta proposta levaria a que quem trabalha em Portugal perdesse direitos, visse o valor do seu trabalho ser desvalorizado, e as relações familiares fragilizadas, deixando as futuras gerações reféns de contratos precários por toda a sua vida ativa. E os jornalistas perceberam bem o “Trabalho XXI” atingia a nossa profissão de modo particularmente violento, dificultando o reconhecimento de falsos recibos verdes, aumentando a carga horária, facilitando despedimentos, dificultando reintegrações, e permitindo a externalização de serviços feitos por trabalhadores despedidos.

Enquanto sindicato independente, o SJ colaborou com o movimento de organizações representativas de trabalhadores que tudo fizeram para incentivar o alinhamento das duas maiores centrais sindicais do país, CGTP e UGT, para a greve de 11 de dezembro. E crendo que se mantinham válidas as razões para essa paralisação, aderimos à greve geral convocada pela CGTP e vários sindicatos não filiados para 3 de junho. Nas duas ocasiões, os jornalistas responderam de forma expressiva, paralisando redações por todo o país, paralisando a distribuição de notícias da Agência Lusa, e impactando seriamente a operação das televisões privadas e estação de rádio e televisão pública.

A legislação que o governo tentou impor, tentava limitar o direito à greve, as reuniões de trabalhadores e a entrada dos sindicatos nos locais de trabalho. À luz desta vitória, está mais do claro porque é que sentiam a necessidade de tentar conter a força das pessoas trabalhadoras. Sublinhamos a importância da união da classe na luta pelos direitos de quem trabalha, um combate que nunca termina e, por isso, convoca-nos a todos para estarmos sempre prontos para resistir.

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