Nova lei francesa proíbe filmagens amadoras de actos de violência

Jornalistas e grupos de liberdades civis estão preocupados com uma nova lei proposta em França que poderá originar processos judiciais contra testemunhas que filmem actos de violência policial, mas não contra profissionais da imprensa que o façam.

Segundo a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), a nova lei é confusa e contraditória, uma vez que permite que os filmes amadores sejam usados como prova em tribunal, mas estipula ao mesmo tempo que efectuar semelhantes filmes é ilegal.

Considerando que esta lei é absurda numa era em que as pessoas têm acesso a tecnologia que lhes permite captar imagens de actos errados que presenciem, o secretário-geral da FIJ, Aidan White, salienta que, embora seja necessário proteger o jornalismo profissional e ter padrões de qualidade elevados, não se pode tentar tornar ilegais as notícias recolhidas por testemunhas no local.

A FIJ pretende que sejam os jornalistas a decidir se publicam ou não o material produzido por fontes amadoras e alerta que “tornar ilegais as filmagens de não-jornalistas poderá limitar o acesso a informação vital”.