É cada vez mais importante que saias à rua no 25 de abril para lutar pelos direitos prometidos pela revolução. Face ao ataque crescente ao jornalismo e a quem trabalha, apelamos a que te juntes às mobilizações deste sábado por todo o país.
Não faltam exemplos de como se tem tentado limitar a liberdade de imprensa, pilar de uma democracia plena, mesmo só no último ano. Autarcas apresentam queixas-crimes contra jornalistas por enviarem emails, ou fazem um espetáculo de lhes “tirar a confiança”. Elementos policiais impedem repórteres de fazer perguntas até nos corredores da Assembleia da República. Empresas imobiliárias requerem providências cautelares para impedir a transmissão de peças. Deputados exigem caça a fontes. Para não falar das recorrentes agressões físicas e verbais (incluindo de assessores de imprensa), e restrições no acesso à informação, como esconder a identidade das pessoas que doam aos partidos políticos.
Acumula-se ainda o desrespeito pelas pessoas mais precárias na massa trabalhadora, categoria que inclui boa parte de quem faz jornalismo. Bastaria lembrar a carga horária danosa exigida a tantos camaradas, os falsos recibos verdes que sustentam demasiadas publicações, ou as condições salariais deploráveis oferecidas pela generalidade dos donos da comunicação social portuguesa – que tudo têm efeito para impedir aumentos, atrasando a revisão da contratação coletiva. Mas é agora também urgente lutar contra a proposta regressiva do atual governo para a revisão da legislação laboral: as redações serão particularmente penalizadas por medidas como o banco de horas, ou a legalização de sucessivos contratos a termo perpétuos.
No próprio sábado, daremos conta nas redes sociais do SJ da localização das concentrações de jornalistas por todo o território nacional, organizadas espontaneamente ou com a presença da direção – como em Lisboa (15h, a partir do Marquês do Pombal) e no Porto (15h, a partir do Largo Soares dos Reis). No Funchal, sai às 15h30 do Largo do Colégio e culmina na porta principal da Assembleia Legislativa da Madeira. Indica-nos aquelas de que souberes, para as podermos divulgar.
