A Direção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifesta-se chocada e condena de forma veemente o ataque israelita que matou cinco jornalistas na Faixa de Gaza esta segunda-feira. Mais tarde, um sexto jornalista foi também vítima da violência israelita na mesma região.
Infelizmente, sucedem-se os ataques israelitas que vitimam profissionais de órgãos de comunicação social na Palestina, um cenário profundamente preocupante e que deve merecer a condenação de todos os jornalistas e da sociedade em geral.
Após este bombardeamento no hospital Nasser, em Khan Younis, que vitimou 5 profissionais de órgãos como a agência Reuters, Associated Press, Al Jazeera ou NBC, a Organização das Nações Unidas (ONU) já foi clara na condenação deste incidente dramático, ao recordar que os jornalistas “não são alvos” num cenário de guerra. Num comunicado, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) considera que é urgente “acabar com a impunidade de quem comete crimes contra jornalistas”, e defende que é fundamental “proteger os jornalistas em Gaza”.
O SJ acompanha e sublinha essas afirmações da ONU e dos RSF. Várias entidades internacionais e governos também já condenaram o ataque israelita em Khan Younis.
O Sindicato dos Jornalistas recorda que os profissionais da comunicação social que fazem a cobertura de guerras e conflitos estão protegidos por várias leis internacionais, e lamenta profundamente a morte de mais de 240 jornalistas na Palestina desde 2023.
Recordamos mais uma vez que o SJ já se associou a uma iniciativa da Federação Europeia de Jornalistas, que apela a doações para jornalistas palestinianos e respetivas famílias, que atravessam também um cenário dramático e de fome em Gaza.
Mais informações sobre esta iniciativa: https://jornalistas.eu/sindicato-lanca-apelo-por-doacoes-aos-jornalistas-que-morrem-de-fome-em-gaza/.
