Jornalistas italianos voltam à greve

A Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI) voltou a convocar dois dias de greve como forma de protesto pela postura negocial mantida pela Federação Italiana de Editores de Jornais (FIEG), a Associação de Emissoras Locais (Aeranti-Corallo) e a Agência para o Emprego Público (Aran) na discussão da renovação dos contratos colectivos da classe.

Um dos aspectos que continua a ser menos consensual nas negociações da FNSI com a FIEG é a situação dos jornalistas freelance e dos colaboradores, enquanto as divergências com a Aeranti-Corallo se centram sobretudo no regime horário dos jornalistas. Quanto a Aran, a FNSI ainda está a aguardar uma resposta desta ao pedido de retoma das negociações.

Perante a ameaça de greve, a Aeranti-Corallo solicitou à FNSI um retomar das negociações, propondo o prolongamento do actual contrato colectivo até 31 de Dezembro de 2007 e a constituição de uma comissão paritária para o aprofundamento da problemática específica das emissoras audiovisuais regionais.

Esta organização patronal afirma ainda que, caso não seja alcançado um acordo de renovação, continuará a aplicar o actual contrato, firmado a 3 de Outubro de 2000, sem quaisquer modificações.

As modalidades da greve

O apelo à greve de dois dias da FNSI será, como tem sido habitual, repartido consoante as áreas específicas, com os jornalistas dos diários matutinos e da imprensa gratuita diária a paralisarem nos dias 8 e 9 de Novembro, enquanto os dos vespertinos páram por forma a impedir a saída das edições de 9 e 10 de Novembro.

Já os profissionais das agências de imprensa, dos serviços, das estruturas sinérgicas nacionais e locais, dos jornais telemáticos, dos sítios Web e dos portais Internet paralisam entre as 7 horas de 8 de Novembro e as 7 horas de 10 de Novembro.

Nas emissoras radiotelevisivas públicas e privadas, analógicas e digitais, nacionais e locais, e ainda nos canais temáticos por satélite, os jornalistas fazem greve entre as 6 horas de 9 de Novembro e as 6 horas de 11 de Novembro.

O sindicato aponta 8 e 9 de Novembro como dias em que jornalistas freelance, colaboradores e correspondentes e jornalistas ligados à administração pública devem parar, e deixa à consideração dos jornalistas dos semanários as datas em que estes farão greve, fixando-lhes como objectivo impedir a saída do primeiro número da respectiva publicação após a paralisação.

Por fim, os profissionais dos mensários deverão participar nas acções sindicais nos modos que forem decididos pelos respectivos comités de redacção.