HOJE: Jornalismo regressa ao Bairro Alto: Onde anda o dinheiro?

Vendo esvaziar-se as redações, e estagnar o seu salário, muito se perguntam jornalistas nas últimas décadas: o que é feito do dinheiro? Na próxima sexta-feira, 10 de abril, partimos “Em busca do financiamento perdido”, na segunda conversa organizada pelo Sindicato dos Jornalistas na Casa do Comum, em Lisboa.

Está mais do que diagnosticada a crise financeira da comunicação social. A partir das 18h30, com entrada livre, junta-te a uma conversa sobre como têm procurado as redações sobreviver, e reinventar-se, nos órgãos tradicionais, em publicações locais, e nos ditos meios alternativos.

A sessão está aberta às perguntas do público, seja quem produz jornalismo ou quem o consome Para fomentar o debate, vamos contar com a participação de Filipe Alves, diretor do histórico Diário de Notícias; António Marujo, diretor do jornal online Sete Margens, detido por uma associação sem fins lucrativos; e da jurista Neuza Lopes, da Unidade de Transparência dos Media da Entidade Reguladora da Comunicação Social, que acaba de concluir um estudo sobre a sustentabilidade dos media. A moderação cabe a Nuno Viegas, jornalista no Fumaça, um podcast em autogestão.

Se a publicidade tradicional ainda dá algum dinheiro, boa parte tem-se transmutado nos “conteúdos patrocinados”, e no apoio direto de patrocinadores a projetos editoriais e secções temáticas. Enquanto uns apertam paywalls para gerar subscrições, outros tentam modelos baseados nas doações livres do público e na republicação livre, para chegar a mais gente. Há quem se dedique a angariar bolsas filantrópicas, enquanto alguns diversificam receita organizando eventos ao vivo e dinamizando conferências.

O financiamento do jornalismo sempre foi um campo de batalha para interesses políticos e financeiros. Em boa parte, cabe a jornalistas lutar para isolar a produção editorial dos interesses de financiadores, e proteger a reputação das redações junto do público. Mas o trabalho fica mais difícil, quanto menos dinheiro há para aguentar as publicações. E como gerir o apelo crescente, sinal talvez da urgência da crise, ao financiamento público do jornalismo?

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