Greve no grupo Coventry Newspapers

Os jornalistas do grupo britânico Coventry Newspapers decidiram agendar dois dias de greve para 7 e 8 de Julho, os quais se seguem a três outros dias de paralisação já realizados anteriormente em prol de condições salariais justas.

A greve foi decidida em plenário com os votos favoráveis de 80 por cento dos jornalistas dos títulos “Coventry Evening Telegraph”, “Nuneaton Tribune”, “Bedworth Echo” e “Hinkley Times”, depois da administração dos Coventry Newspapers – que pertencem ao grupo Trinity-Mirror, cujos lucros de 2004 ascenderam a 200 milhões de libras – se ter recusado a subir a proposta de aumento de 2,75 por cento.

O aumento salarial proposto pela administração fará com que praticamente todos os jornalistas do grupo fiquem a ganhar abaixo do salário médio do Reino Unido e recebam menos 800 libras (cerca de 1200 euros) por ano do que os seus colegas do grupo Trinity-Mirror na região vizinha de Birmingham.

A greve é apoiada pelo Sindicato Nacional de Jornalistas (NUJ), cujos membros desafiaram a directora-executiva, Sly Bailey, a reunir-se com os trabalhadores, para que lhe sejam colocadas preocupações relativas “à qualidade do conteúdo editorial e à quebra nas vendas”.

Recordando que a mesma Sly Bailey recebeu um bónus de 500 mil libras (à volta de 740 mil euros) devido aos lucros do grupo em 2004, o secretário-geral do NUJ, Jeremy Dear, apelou ao apoio para com os jornalistas de Coventry, que “estão a expor a hipocrisia de uma empresa que paga centenas de milhares de libras em bónus a gestores mas depois diz aos seus trabalhadores que não lhes pode pagar um ordenado justo”.