Greve em Itália pelos acordos colectivos de trabalho

Os jornalistas italianos estão em greve pela revisão justa dos acordos colectivos de trabalho, acção em que são apoiados pela Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), que define esta paralisação como uma luta pela “igualdade e justiça no local de trabalho”.

A FEJ salienta que os acordos colectivos estão ameaçados um pouco por toda a Europa e assinala que, na Alemanha, a classe enfrentou uma situação similar em 2004, enquanto na Suíça os jornalistas estão a trabalhar sem acordo colectivo desde o Verão passado.

Para a FEJ, “o patronato não pode argumentar que está a atravessar tempos difíceis, pois todos os indicadores mostram que 2004 foi um ano muito bom para as empresas”.

A paralisação tem por objectivo pressionar as negociações com a Federação Italiana de Editores de Jornais (FIEG), a associação de radiodifusão Aeranti-Corallo e a agência Aran, que têm vindo a resistir à revisão dos acordos colectivos nos respectivos sectores.

Segundo a Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI), a greve ocorrerá em períodos diferentes consoante o tipo de órgãos de comunicação.

Assim, os jornalistas da imprensa gratuita diária – que não sai ao sábado – fizeram greve ontem, 16 de Junho, para impedir a saída da edição de sexta-feira dos respectivos jornais.

Por seu turno, os jornalistas dos diários matutinos paralisam durante o dia de hoje, 17 de Junho, juntamente com os jornalistas freelance, os colaboradores da imprensa oficial e os trabalhadores dos semanários, quinzenários e mensários. Já os dos diários vespertinos páram a 18 de Junho, para impedir a saída dos diários no sábado.

Os jornalistas das agências de informação e dos jornais e portais online fazem greve entre as 7 horas de sexta-feira e as 7 horas de sábado.

Por fim, os jornalistas da radiotelevisão pública e privada, analógica e digital, nacional e local, e dos canais temáticos por satélite, páram entre as 6 horas de segunda-feira, 20 de Junho, e as 6 horas de terça-feira, 21 de Junho.