Despedimentos no “Libération”

O despedimento de um terço dos 280 trabalhadores do jornal francês “Libération” foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração do título e aceite por uma curta maioria dos trabalhadores (137 votos a favor, 104 contra e 50 em branco), o que abre caminho ao projecto de recuperação financeira apresentado por Edouard de Rothschild, actual accionista principal do diário fundado em 1973 por Jean-Paul Sartre.

O plano de Rotschild prevê que a comissão representativa dos trabalhadores, que detém 18,4 por cento do capital social do “Libération”, perca o seu direito de veto sobre as grandes decisões relacionadas com o futuro do jornal. Esta cedência foi feita em troca de um investimento de 15 milhões de euros por parte do milionário, com vista a compensar o prejuízo de 12 milhões de euros que o jornal vai apresentar este ano.

Actualmente, o “Libération” vende em média 135 mil exemplares por edição, um valor bastante abaixo das 182 mil unidades que registava há década e meia.