Categoria: Deontológico

Carta aberta aos diretores de informação sobre critérios editoriais na cobertura jornalística da pandemia da Covid-19

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (CDSJ) apela aos diretores de informação, como responsáveis máximos pelas escolhas editoriais e conteúdos jornalísticos divulgados pelos órgãos de comunicação social, que tenham em conta a necessidade de as suas redacções obedecerem a um estrito respeito pelas regras deontológicas, quer no acompanhamento e tratamento jornalísticos da pandemia da Covid-19 quer em todos os assuntos noticiados.

Nota do Conselho Deontológico sobre a cobertura jornalística da pandemia de coronavírus

O CDSJ apela aos jornalistas que ponderem com muito cuidado a relação de custo – benefício de opções editoriais que possam pôr em causa o bem maior em nome do interesse público e que respeitem a privacidade de todas as pessoas. Atente-se ao cuidado que deve ser privilegiado ao não expor a identidade de doentes ou de pessoas que suspeitam estar infetadas. Revelou-se necessário fazer uma Carta aberta aos diretores de informação sobre critérios editoriais na cobertura jornalística da pandemia da Covid-19 Anexos: jornalistas.eu/nota-do-conselho-deontologico-sobre-a-cobertura-jornalistica-da-pandemia-de-coronavirus-2/ jornalistas.eu/carta-aberta-aos-diretores-de-informacao-sobre-criterios-editoriais-na-cobertura-jornalistica-da-pandemia-da-covid-19/ Data: 14 março 2020 e 13 Abril 2020

Queixa apresentada pela jornalista Alexandra Borges contra a jornalista Débora Carvalho (direito a responder)

CDSJ lembra que os jornalistas, por lei, podem fazer um Direito de Resposta em nome próprio. Mas que, sendo responsáveis pela notícia original em causa, estão abrangidos e com direito a reverem-se no Direito de Resposta da sua Direção de Informação. Anexo: jornalistas.eu/queixa-apresentada-pela-jornalista-alexandra-borges-contra-a-jornalista-debora-carvalho-direito-a-responder/ Data: Queixa nº 36/Q/2020 de 4 Fevereiro 2020 publicado a 6 Fevereiro 2020

Queixa contra a jornalista Rita Marrafa de Carvalho (prática reiterada de atos suscetíveis de serem considerados publicidade)

Correspondendo os conjuntos de anexos referidos no ponto 9 a matéria já tratada na deliberação de 17 de Outubro de 2018 supra mencionada, que podendo corresponder a uma atitude reincidente, o CD insta a jornalista Rita Marrafa de Carvalho a observar o teor da mesma. Anexo: https://jornalistas.eu/queixa-contra-a-jornalista-rita-marrafa-de-carvalho-pratica-reiterada-de-atos-suscetiveis-de-serem-considerados-publicidade-2/ Data: Queixa nº 35/Q/2019 de 20 Janeiro 2020, publicado a 23 Janeiro 2020  

Queixa da GNR contra os jornalistas Ana Leal e André Carvalho Ramos (TVI)

O CDSJ alerta para a confusão entre entidades diferentes tratadas como sinónimos. E para a retirada de conclusões que assumem um tom sensacionalista, desmentido por dados estatísticos. Lamenta-se também que alguns jornalistas não se dignem a prestar esclarecimentos quando tal é requerido pelo CDSJ. Anexo: jornalistas.eu/queixa-da-gnr-contra-os-jornalistas-ana-leal-e-andre-carvalho-ramos-tvi/ Data: Queixa nº 33/Q/2019 8 outubro 2019 publicado a 19 novembro 2019

Queixa do presidente da Câmara de Baião contra a jornalista Ana Leal da TVI

O CD alerta para a necessidade de separar o tom sensacionalista do título de trabalhos jornalísticos do tratamento que foi dado pelo jornalista autor da reportagem. E reitera o direito do jornalista de selecionar a informação relevante para o caso que está a tratar e não ser obrigado a incluir a totalidade das declarações dos entrevistados. Anexo: jornalistas.eu/queixa-do-presidente-da-camara-de-baiao-contra-a-jornalista-ana-leal-da-tvi/ Data: Queixa nº 34/Q/2019 17 outubro 2019, publicado a 19 novembro 2019

Queixa do Hospital da Luz contra os jornalistas Ana Leal e Sérgio Figueiredo (TVI)

O contraditório deve ser assegurado, mesmo quando é explicitado em data posterior à emissão de reportagem\divulgação de notícia com repercussão pública. O CD entende sublinhar que o instituto do direito de resposta é uma das garantias constitucionais da liberdade de expressão e de informação (Cfr. Art.º 37.º, n.º 4 da CRP) e que é dever dos jornalistas promover a pronta retificação das informações que se revelem inexatas ou falsas (Cfr. n.º 5 do Código Deontológico), pelo que os jornalistas não devem procurar refúgio em supostos “insuficiências ou desconformidades” para furtar-se a esse dever. Anexos Queixa do Hospital da Luz contra os jornalistas Ana Leal e Sérgio Figueiredo (TVI) https://tvi24.iol.pt/sociedade/grande-reportagem/investigacao-tvi-doente-recebeu-transfusao-com-suspeita-de-hepatite-c Download em www.erc.pt Data: Queixa nº 32/Q/2019 – 3 JULHO 2019, PUBLICADO A 9 JULHO 2019

Conferência – Informação e Desinformação na Era Digital | Miguel Marujo

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas participou esta segunda-feira na conferência "Informação e Desinformação na era digital", promovida pela Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto. Em representação do CD, o jornalista Miguel Marujo traçou um retrato dos tempos que se vivem no jornalismo e das dificuldades que os jornalistas enfrentam, com destaque para o trabalho precário, para os despedimentos que nos últimos anos esvaziaram as redações, deixando-as sem memória. Mais informação aqui.