Canal Europa por Satélite preocupa correspondentes em Bruxelas

A associação de correspondentes estrangeiros em Bruxelas (API) está preocupada com a eventual utilização do canal Europa por Satélite em substituição do trabalho dos profissionais dos média.

A questão surgiu no início de Fevereiro, em Bruxelas, durante uma conferência de imprensa da comissária europeia Margot Wallström sobre o desenvolvimento do canal Europa por Satélite (EbS). Segundo a comissária, as novas tecnologias vão permitir ao EbS divulgar “histórias e fotografias” que podem ser “utilizadas livremente pelos órgãos de comunicação” e interessar os cidadãos.

Na opinião de Wallström, “graças às novas tecnologias, toda a gente pode prestar serviços de comunicação de massas”, e “dado que alguns média não têm capacidade para enviar correspondentes para Bruxelas, precisam de histórias feitas pela EbS”.

Para a API, as declarações da comissária são particularmente preocupantes, já que não cabe às instituições políticas funcionar como agências de notícias, e que fazer “histórias” não é o papel da Comissão Europeia mas sim o dos jornalistas.

Em carta enviada à comissária europeia, a API sublinha a necessidade de definir com clareza a “divisão de tarefas” e lembra que “os fotojornalistas sediados em Bruxelas estão já sob crescente competição devido ao serviço da comissão do audiovisual”.

“Ficaremos ainda mais preocupados se esta competição que pode ser encarada como uma distorção se estender aos serviços televisivos e mais tarde, eventualmente, a outras notícias”, afirma a API.

Para mais informações sobre esta matéria ver o artigo Launch of Brussels’ communication initiativa struck by confusions, publicado pelo “EU Observer” ( http://euobserver.com/9/20819http://euobserver.com/9/20819 ) , e o sítio http://europa.eu.int/comm/communication_white_paper/index_en.htmhttp://europa.eu.int/comm/communication_white_paper/index_en.htm