SEXTA-FEIRA
20 de Julho de 2018 | 18:53

FIJ aposta em campanha sobre violência de género e assédio sexual no trabalho

Publicado a 08/03/2018 NOTÍCIAS

No Dia Internacional da Mulher, a Federação Internacional dos Jornalistas revela dados de um inquérito e informa que estará este mês na Comissão para a Condição Feminina das Nações Unidas.


Faltam leis adequadas, convenções coletivas, mecanismos de vigilância e procedimentos para apresentação de queixas contra casos de violência de género e assédio sexual no trabalho: estes são dados de um estudo realizado junto de mais de 50 sindicatos e associações de todo o mundo, por iniciativa da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), que se segue a um outro, conduzido em novembro do ano passado.

A FIJ sublinha que pretende colocar estas questões no epicentro da sua ação e que, este mês, uma delegação vai estar presente na Comissão para a Condição Feminina das Nações Unidas, apoiando "a adoção de uma nova Convenção da OIT visando acabar com a violência no trabalho".

O inquérito revela que "dezenas de sindicatos e de associações de jornalistas estão prontos para colocar estas questões no centro das suas preocupações" com o objetivo de "acabar com estas violações dos Direitos Humanos e estes endémicos abusos de poder na profissão". Aliás, "dois terços dos sindicatos conduzem campanhas ativas no combate contra a violência de género".

O documento indica que "as convenções coletivas com o tema da violência de género só existem em perto de um quarto dos países do mundo (27,7%)" ao mesmo tempo que deixa um exemplo preocupante: "Uma das pessoas ouvidas no inquérito contou que, para evitar as frases sexistas que lhe dirigiam na redação, foi aconselhada pela direção a colocar auscultadores e ver um filme."

Por outro lado, "45% dos inquiridos disseram que as suas empresas não dispõem de qualquer política de combate à violência de género".

Entre quem adotou medidas, "86% eram dedicadas ao assédio sexual e mais de 75% cobriam questões como o abuso físico e a violência sexual". No entanto, "50% dedicavam-se apenas a violências económicas e 58% eram só sobre a problemática das violências sexistas".



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